domingo, 25 de novembro de 2012

A UM POETA - Olavo Bilac

Leia o poema abaixo de Olavo Bilac:
A UM POETA
Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha e teima, e lima , e sofre, e sua!

Mas que na forma se disfarce o emprego
Do esforço: e trama viva se construa
De tal modo, que a imagem fique nua
Rica mas sóbria, como um templo grego
Não se mostre na fábrica o suplicio
Do mestre. E natural, o efeito agrade
Sem lembrar os andaimes do edifício:

Porque a Beleza, gêmea da Verdade
Arte pura, inimiga do artifício,
É a força e a graça na simplicidade.

1ª – O eu lírico, no poema, diz realizar um trabalho. Que trabalho é esse?


2ª – No verso “Trabalha e teima, e lima , e sofre, e sua!”, o poeta ao utilizar a palavra “lima” compara seu trabalho com que outro trabalho?


3ª – Sabendo que o parnasianismo foi uma escola literária que buscou a perfeição do poema para garantir beleza e verdade, cite um verso que revela essa afirmativa.


4ª – Nos verso “Não se mostre na fábrica o suplicio/Do mestre. E natural, o efeito agrade/Sem lembrar os andaimes do edifício:”, podemos depreender:
(   ) que o poeta é um operário da construção civil, que busca agradar em seu ofício;
(   ) que o eu lírico releva cansaço em seu ofício, por mais que tenta não transparecer isso;
(   ) que o eu lírico se compara a um operário que busca, na construção da poesia, não revelar o quanto foi trabalhoso sua criação poética;
(   ) que o eu lírico se compara a um operário que busca, na construção da poesia, revelar o quanto foi trabalhoso sua criação poética;

5ª – Baseado na compreensão do poema, qual o sentido da palavra “edifício”?


6ª – Qual o personagem presente nesse poema?


7ª – Quanto à estética parnasiana é correto afirmar:
(   ) Os poetas traduziam o mundo sob um prisma romântico;
(   ) O Parnasianismo, na maioria dos poemas, revelavam denúncias sociais;
(   ) Possui um caráter metalingüístico, ou seja, os poetas construíam muitas de suas poesias para falar do ato de escrever poesia, buscando perfeição formal;
(   ) Podemos afirmar que José de Alencar é um autêntico poeta parnasiano.

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